quarta-feira, 14 de março de 2012

30...


No seguimento de post aqui e tomando mui valida sugestão de mais um ''anónymus'', adiciona-se que, relativamente a  link em eg http://abola.pt/mundos/ver.aspx?id=320815, que

''subida das propinas para o ano para criar o fundo para os alunos necessitado''s. 

Algumas questões pertinentes que as AA's e alun(a)os nos CG's (que poderão estar enebriados pelo sabor do doce poder e esta cadeira será minha muito minha, ah, my precious, we are you and me, my precious, ......) 

1. Quantos alunos JÁ EXISTEM ATUALMENTE COM DIFICULDADES? Que fazer quanto a estes ?
2. Quem vai determinar, e como, se um aluno precisa ou não de apoio? Os SSociais? os Serviços Académicos? outros? Eg o Provedor? Será ele a colocar cada um desses 30E na conta (separada?) ou fica tudo numa unica da instituição e se e qdo preciso vai se lá? Estou certo que não vai chegar mas... estas coisas é como a Cornelia, acho. Ou a Pompeia. 
3. Como chegaram aos 30€? Será suficiente?
4. Não haverá outros meios (ex: apelando por exemplo a mecenato)? na medida que mais 30€ para quem ainda pode mal pode ser d-e-m-a-i-s? 


Segue texto e link:



Propinas aumentam 30 euros para financiar fundo de apoio a estudantes
quarta-feira, 14-03-2012
Público
João d"Espiney e Samuel Silva

Conselho de Reitores aprovou ontem recomendação para ser adoptada no próximo ano lectivo. Alguns reitores contactados admitem acolher proposta, mas a decisão é dos conselhos gerais das universidades

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) aprovou ontem uma recomendação para que as instituições procedam a um aumento de cerca de 30 euros no valor da propina máxima no próximo ano lectivo para poder financiar um fundo de apoio aos estudantes em dificuldades financeiras.
A competência para decidir o aumento ou não da propina máxima - actualmente fixada em quase mil euros - caberá aos conselhos gerais das universidades, mas alguns dos reitores contactados ontem pelo PÚBLICO admitiram já que a recomendação deverá ser acatada pela maioria das faculdades, pois este acréscimo servirá para apoiar muitos estudantes que, devido à crise económica, deixaram de conseguir pagar as suas propinas.
O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, assegurou "estar disponível" para aumentar o valor da propina, que actualmente se situa nos 999,71 euros. Esse é também o valor cobrado na Universidade de Aveiro, que tem adoptado habitualmente a propina máxima, nos últimos anos. A reitoria da instituição "declara-se solidária com a decisão do CRUP" e propõe-se aplicar novamente o valor máximo no próximo ano.
Já o reitor da Universidade do Minho, António Cunha, não quis ainda pronunciar-se sobre esta possibilidade, pelo facto de o assunto ainda estar a ser discutido pelo CRUP. "O modo como este processo será implementado ainda não está decidido, nem pelo CRUP nem pelas diferentes universidades", justificou.
Também a reitoria da Universidade do Porto recusou comentar a proposta do CRUP, atendendo ao facto de o valor da propina ser definido pelo conselho geral. "Será impossível conjecturar o valor que será adoptado para o próximo ano lectivo", afirmou fonte da instituição, lembrando, no entanto, que em regra tem sido fixada naquela universidade a verba máxima definida por lei.
Em declarações ao PÚBLICO, o novo reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, começou por ressalvar também que a competência da aprovação desta recomendação é dos conselhos gerais, mas manifestou a convicção de que algumas faculdades poderão fazê-lo. A excepção será, desde logo, a Faculdade de Arquitectura, que atravessa graves problemas financeiros e não estará em condições de canalizar receitas próprias para novos projectos de apoio social. Ainda ontem, o presidente desta faculdade, José Pinto Duarte, anunciou, durante uma assembleia geral de alunos, que está em marcha um plano de reestruturação para diminuir as despesas e aumentar as receitas.

Fundo terá 4,2 milhões
"Algumas faculdades não têm condições para actualizar este valor devido à redução das verbas do Orçamento do Estado" nos últimos anos e "a cada dia que passa surgem novas limitações", salientou Cruz Serra, referindo-se à Lei dos Compromissos (ver caixa).
Já Luís Reto, reitor do ISCTE, considerou positivo que esta actualização, que está indexada anualmente à taxa de inflação, "tenha como finalidade financiar o fundo de emergência" que a sua instituição, aliás, já tem. O reitor da Universidade do Algarve (UA), João Guerreiro, não quis falar sobre o assunto, uma vez que a decisão é do conselho geral e só em Junho será conhecida. A UA não está a aplicar a propina máxima, cobrando 930 euros aos alunos.
O PÚBLICO tentou obter mais pormenores junto do presidente do CRUP e reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, sobre se o fundo vai ser financiado só com esta verba e quantos alunos poderão vir a ser apoiados, mas não obteve resposta até à hora do fecho desta edição.
Em entrevista ao Diário Económico, no passado dia 5, António Rendas revelou que o fundo de apoio aos estudantes que não podem pagar propinas deverá ser de 4,2 milhões de euros. "Cada universidade está disponível para criar um fundo de apoio social para esses estudantes, utilizando a verba do aumento da propina máxima", afirmou, garantindo que "será um projecto horizontal a todas as universidades".


Reitores das universidades pedem audiência a Passos Coelho
Lei dos Compromissos ameaça paralisar actividades no superior

O Conselho de Reitores vai dar hoje uma conferência de imprensa para alertar para as dificuldades criadas pela Lei dos Compromissos, que ameaça "provocar uma paralisia no funcionamento institucional, nomeadamente ao nível das actividades de ensino e investigação de execução plurianual". O CRUP decidiu ontem também pedir uma audiência ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. "Tem de haver uma alteração à lei e isto já só se resolve com o primeiro-ministro, pois a situação é ingerível", defende o reitor do ISCTE, Luís Reto. Confrontado com o despacho recente do ministro das Finanças a autorizar as instituições sem dívidas em atraso a utilizar os saldos dos anos anteriores, Luís Reto considera que é "absurdo" e não resolve nada. "Esse despacho não alterou absolutamente nada, não só porque nós não temos dívidas em atraso mas também porque temos sempre de repor o saldo", explica. "Imagine que quero contratar um professor para o semestre. Teoricamente, só o posso contratar até 31 de Dezembro, e depois tenho de fazer outro contrato por mais dois meses, pois não posso assumir compromissos plurianuais", exemplifica. O reitor da Técnica de Lisboa, Cruz Serra, também justifica o pedido de audiência ao primeiro-ministro pela situação "de enorme gravidade" que se vive. "Cada dia que passa surgem novas limitações", diz. O Ministério da Educação e Ciência recusou comentar.

cf em 
http://umonline.uminho.pt/uploads/clipping/NOT_58570/4072779240727792.pdf



Honourable Schoolboy

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